A Identidade Começa no Berço: Por Que o Brasil Precisa do Pacto Nacional pela Identificação Neonatal e Infantil

Lançado em 24 de setembro de 2025, o Pacto une governos, maternidades, especialistas e a sociedade para proteger nossas crianças desde o primeiro dia de vida com uma identidade segura e vinculada à família.

Imagens do lançamento do Pacto

Momento do lançamento oficial do Pacto Nacional pela Identificação Neonatal e Infantil durante o Congresso da Cidadania Digital, em Brasília, em 24 de setembro de 2025, com a assinatura de representantes dos Órgãos Oficiais de Identificação das Unidades da Federação e CONADI. (Fonte: Página oficial InterID –https://interid.org/pacto-nacional-pela-identificacao-neonatal-e-infantil-ira-fortalecer-a-protecao-das-criancas/ – licença livre para uso institucional).

Momento do lançamento oficial do Pacto Nacional pela Identificação Neonatal e Infantil durante o Congresso da Cidadania Digital, em Brasília, em 24 de setembro de 2025, com a assinatura dos Dirigentes das Polícias Científicas dos estados e do seu Conselho Nacional de Dirigentes de Polícia Científica – CONDPCI. (Fonte: Página oficial InterID –https://interid.org/pacto-nacional-pela-identificacao-neonatal-e-infantil-ira-fortalecer-a-protecao-das-criancas/ – licença livre para uso institucional).

Imagine uma mãe segurando seu bebê recém-nascido no colo, ainda na maternidade. É um momento de pura alegria e vulnerabilidade. Naquele instante, o Brasil tem a chance de dar àquela criança algo que vai acompanhá-la para sempre: uma identidade segura, única e ligada à sua família desde o berço.

É exatamente para transformar essa chance em realidade que nasceu o Pacto Nacional pela Identificação Neonatal e Infantil. Lançado durante o Congresso da Cidadania Digital, em Brasília, no dia 24 de setembro de 2025, o Pacto é uma iniciativa do Instituto Internacional de Identificação (InterID), em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (ABRID) e a Frente Parlamentar Mista para Garantia do Direito à Identidade (FrenID). Ele propõe algo simples, mas poderoso: capturar, registrar e vincular a biometria do bebê (impressões digitais) com a da mãe – e, sempre que possível, com a do pai – já no momento do nascimento.

Por que isso é tão importante?

Toda criança tem o direito de ser reconhecida, protegida e amada desde o primeiro minuto de vida. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu artigo 10, determina que as maternidades devem “identificar o recém-nascido mediante o registro de sua impressão plantar e digital e da impressão digital da mãe, sem prejuízo de outras formas normatizadas pela autoridade administrativa competente”. O Pacto transforma essa determinação em ação concreta e padronizada em todo o país, integrando a biometria à Carteira de Identidade Nacional (CIN).

Sem essa proteção extra, mesmo com o alto índice de registro civil que o Brasil conquistou, ainda existem riscos: trocas acidentais de bebês, subtrações na maternidade, dificuldades para comprovar filiação em casos de desaparecimento ou fraudes em benefícios sociais. São situações que mudam para sempre a vida de famílias inteiras.

De acordo com as Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos 2023 do IBGE (divulgadas em maio de 2025), o sub-registro de nascimentos caiu para apenas 1,05%, o menor da série histórica. Isso é um avanço enorme. Mas o desafio hoje não é mais apenas o registro em si: é garantir que essa identidade seja segura e verificável desde o berço.

O Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) do Ministério da Justiça e Segurança Pública registrou, em 2025, 23.970 casos de desaparecimento de crianças e adolescentes — uma média de 66 por dia. Globalmente, o Global Report on Trafficking in Persons 2024 da UNODC mostra que crianças representam cerca de 38% das vítimas detectadas de tráfico de pessoas. E o relatório Disrupting Harm in Brazil da UNICEF (2026) revela que 19% das crianças e adolescentes de 12 a 17 anos sofreram exploração sexual facilitada pela tecnologia em apenas um ano.

Cada número esconde uma história humana. Como destaca Célio Ribeiro, Diretor-Presidente do InterID: “Se nós conseguirmos evitar a subtração, o tráfico, de um único bebê, de uma única criança, já valeu a pena”.

Como o Pacto funciona na prática

A proposta é clara e respeita a rotina das maternidades: no momento do nascimento, realiza-se a coleta biométrica simples e rápida do bebê, vinculando-a à da mãe. Essa informação fica integrada aos sistemas públicos de saúde, registro civil e Carteira de Identidade Nacional (CIN). Na hora da alta da maternidade, uma verificação biométrica rápida confirma a identificação correta do bebê e da mãe, garantindo que o bebê saia acompanhado da família certa, no colo da mãe ou responsável correto. Além disso, a Carteira de Identidade Nacional (CIN) emitida a partir dessa biometria garante a identificação segura da criança em qualquer situação futura que assim o demande, como viagens, matrícula escolar, acesso a benefícios ou investigações de proteção.

Tecnologias já testadas e homologadas no Brasil (como scanners de alta resolução projetados especialmente para a pele delicada de recém-nascidos) tornam o processo seguro, rápido e sem desconforto para o bebê. Estudos científicos nacionais e internacionais comprovam que as impressões digitais se formam ainda na gestação e permanecem estáveis por toda a vida.

Imagem de solução de coleta biométrica em uso

Scanner biométrico realizando captura de impressões digitais da mão de recém-nascido na maternidade.

Um compromisso de todos

O Pacto não é uma ideia distante de Brasília. Ele já conta com a adesão de todos os Órgãos Oficiais de Identificação das Unidades da Federação, do Conselho Nacional dos Diretores de Órgãos de Identificação Civil e Criminal (CONADI), do Conselho Nacional de Dirigentes de Polícia Científica (CONDPCI), de representantes de Polícias Científicas estaduais e de integrantes da FrenID. É um movimento nacional que une poder público, maternidades, especialistas em identificação e a sociedade civil.

Diretor-Presidente do InterID, Célio Ribeiro, e o Deputado Federal Hugo Leal, Conselheiro Executivo da FrenID, no momento da assinatura do Pacto Nacional de Identificação Neonatal e Infantil durante o Congresso da Cidadania Digital, em Brasília, em 24 de setembro de 2025.

Leia a íntegra do Pacto Nacional pela Identificação Neonatal e Infantil

Baixar o PDF oficial

O Brasil está dando um passo histórico. Ao garantir que cada criança tenha uma identidade segura desde o berço, estamos construindo um país mais justo, mais protegido e mais humano.

Chamada à ação (CTA)

Você pode fazer parte dessa transformação.

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A identidade começa no berço. O futuro das nossas crianças começa hoje.

Fontes consultadas

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