Novo RG: 50 milhões de brasileiros já possuem a CIN; veja como tirar e novo prazo

A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), ou o ‘Novo RG’, chegou à marca de 50 milhões de emissões, informou o governo na quarta-feira, 8.

O novo documento, que substitui o antigo RG, conta com número único válido para todo o Brasil, QR Code de segurança e outras inovações que aumentam a precisão na identificação dos cidadãos e diminuem as chances de fraude.

Para o Célio Ribeiro, presidente-executivo da ABRID e fundador e Diretor Presidente do InterID, o marco reforça a importância do avanço da identificação civil no país.
“Alcançar a marca de 50 milhões de emissões da Carteira de Identidade Nacional, a nossa CIN, demonstra a força e a urgência da modernização da identificação civil no Brasil. É um avanço concreto na construção de um sistema mais seguro, integrado e preparado para atender o cidadão. Precisamos fortalecer nossa estrutura, para atingir nosso propósito de 100 milhões de emissões em 2026.”

Pessoas podem colocar na CIN informações de outros documentos como CNH, título de eleitor, dispensa militar, carteira de trabalho e cartão SUS. A nova carteira permite a inclusão de informações como tipo sanguíneo e opção por doação de órgãos para o caso de emergências, por exemplo.

Novo prazo

O governo ampliou o prazo para que a Carteira de Identidade Nacional (CIN) se torne a base exclusiva de identificação biométrica na seguridade social. De acordo com o novo cronograma, apenas a partir de 1º de janeiro de 2027 é que todos os novos cadastros para benefícios deverão utilizar obrigatoriamente os dados registrados no novo documento.

Com a ampliação, quem já possui biometria cadastrada em outros órgãos oficiais — como na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou na Polícia Federal — poderá continuar utilizando esses registros até o fim de 2027, desde que tenham sido coletados até 31 de dezembro de 2026.

Após esse período de transição estendido, a base da CIN passará a ser o padrão definitivo.

Até 31 de dezembro de 2026, a verificação biométrica unificada será disponibilizada aos órgãos gestores. A partir dessa data, cada instituição, como o INSS e o Ministério do Desenvolvimento Social, definirá normas próprias para incorporar a nova ferramenta aos seus fluxos de atendimento, tanto presencial quanto digital (como o Meu INSS).

Adoção gradual

A Carteira de Identidade Nacional (CIN) será a base principal para o cadastro biométrico. De forma transitória, também poderão ser usadas outras bases oficiais, como as da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o título de eleitor gerido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O governo fará a adoção gradual do cadastro biométrico obrigatório por meio da CIN para concessão e procedimentos regulares de manutenção e renovação de benefícios da Seguridade Social.

Não haverá bloqueio automático de benefícios nem necessidade de deslocamento imediato às unidades de atendimento de cada política. Estarão dispensadas do cadastro pessoas com mais de 80 anos, migrantes, refugiados e apátridas, residentes no exterior e pessoas com dificuldade de deslocamento por motivo de saúde ou deficiência.

Vantagens da nova identidade

Uma das vantagens da CIN é a simplificação do acesso das pessoas aos serviços públicos e benefícios sociais. Isso será possível a partir do uso dos dados da CIN como base de identificação nas políticas públicas, facilitando a garantia de direitos e o acesso a benefícios.

Outro ponto positivo da CIN é a sua versão digital disponível no aplicativo gov.br. A partir do recebimento do documento impresso, as pessoas já podem acessar o aplicativo para baixar a CIN em formato digital, o que simplifica o uso em viagens e outras situações que exigem identificação.

A CIN também amplia a segurança da conta gov.br, pois facilita o acesso a uma conta Ouro na plataforma do governo federal. Atualmente, o gov.br possui mais de 173 milhões de usuários e possibilita o acesso a mais de 4.600 serviços digitais federais e outros mais de oito mil de estados e municípios.

Todos os estados brasileiros e o Distrito Federal emitem o novo documento. Em cada local, a emissão é feita por um órgão diferente: em São Paulo, por exemplo, pelo Poupatempo; já no Acre, pela Polícia Civil.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) disponibilizou uma lista com links para agendamento nos órgãos responsáveis pela emissão da CIN em cada estado.

Fonte: https://istoedinheiro.com.br/novo-rg-50-milhoes-cin-como-tirar-novo-prazo

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